segunda-feira, 30 de maio de 2016

Karma

Pienso en el orputse y me lleno de ira,
venganza, 
odio y rencor.

Y doy vueltas sin poder dormir
pensando en lo abominable.

De repente, la Luz:
creo en el Karma.

Respiro.
Me aquieto,
y logro dormir.

Al día siguiente, un regalo:
un marcador para tablero.
Dudando, no lo tomo;
lo dejo pasar. 

Luego en casa, recuerdo el Karma
y percibo:

El marcador que yo tenía ha desaparecido.




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

cheap poetry vol. 1


E como diz Vinicius de Moraes: 
"para viver um grande amor é preciso de cortesia".

E não só de cortesia. De paciência, temperança, coragem e sacrificios. 
É preciso se despojar de todas suas máscaras, é preciso se sentir abandonado no ermo, 
se sentir na beira do abismo, se ver jogado na lama. 

Por um grande amor é preciso manter o peso das suas palavras, e que seu discurso tenha valor para a outra pessoa.

Para ter um grande amor é preciso evitar a autodestruição, é reconhecer que o amor próprio está viciado. 

Mas lembrar que ese amor próprio deve ser firme, flexível e articulado.

Todavía, para realmente ter um grande amor,
assim como o Vinicius bem entendia
para florescer um de verdade,
é preciso de poesía.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Tio Loncho

Gracias, amado!

Gracias por ser más que un padre para mí. Por ser generoso, por brindarme paz y alegría, por hacerme reír y por reírte de mi. Por enseñarme tanto con tus actos y sonrisas. Gracias por estar pendiente de mamá y de mis hermanos; gracias por cuidar a papá a pesar de su temperamento y por guiarlo en esta larga improvisación que es la vida. Gracias por enseñarme a ser fuerte pero no inflexible, a ser justo y básicamente por ser parte importante de mi sistema de valores, como ser humano.

Gracias por los paseos en la camioneta llena de chécheres, con la tía y los primos; gracias por los consejos sinceros, por la paciencia, por las fiestas de año nuevo, por las lágrimas, por los abrazos. Gracias por siempre estar listo para colorear la realidad gris en la que estamos acostumbrados a vivir, con tu picardía. Gracias por sonreír, gracias por ser un constructor/instructor de almas y colegios. 

Gracias por los desayunos, por los pavos, por los viajes; gracias por los traguitos, por el apretón de manos, gracias por ser y hacer feliz. Gracias por estar a mi lado frente a las iniquidades de la vida. Gracias por hacerme feliz. Gracias por amar la vida. Gracias por amarnos. Gracias por ser luz y camino para muchos. Gracias por ser parte de mí.

Oro por ti.
Nos vemos pronto.


En etéreo,

I.





terça-feira, 7 de outubro de 2014

.







Pero bueno, imposible es desistir.  Hay cosas que nos quitan el sueño y es quizás por ellas que nos levantamos en las mañanas. Lo he aprendido en estos años y lo recordé en estos dias de entrega de tesis. 

Y es por eso que creo en el poder de la atracción, pues es cuando enfocas tus fuerzas y tus energías que haces posible canalizarlas en algo real, tangible. Así no lo creas, los sueños se hacen realidad...el problema es que la realidad no es de ensueño.





quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Tereza

Amiga



Confidente




Compañera en las noches de lluvia




Bola de pelos




Mimada




Melindrosa




Imprevisiblemente predecible




Pelos




Devoradora de moras y zanahorias




Temerosa




Parcera




Amores pelos




Para siempre una diva.




                                    

terça-feira, 8 de julho de 2014



SINTIENDO

Sintiendo que en mi espíritu doliente
la ternura romántica germina,
voy a besar la estrella vespertina
sobre el agua ilusoria de la fuente.

Mas cuando hacia el fulgor cerulescente
mi labio melancólico se inclina,
oigo como una voz ultradivina
de alguien que me celara en el ambiente.

Y al pensar que tu espíritu me asiste,
torno los ojos a la pampa triste;
¡nadie!... Sólo el crepúsculo de rosa.

Mas, ¡ay!, que entre la tímida vislumbre,
inclinada hacia mí, con pesadumbre,
suspira una palmera temblorosa.


José Eustasio Rivera









quinta-feira, 5 de junho de 2014

Poesía presa-que-dói-no-cro-no-pio



Aquele cronopio amatista, que fica angustiado e fica sem ar
não sabe do que está fugindo,
mas tem medo de estar fugindo do amor, 
da maré e do mar.


Todavia, da solidão não consegue fugir.
Sente medo de destratar seu amor próprio 
trocando-lo pelo seu egoísmo
e teme que seu egoísmo o faça sucumbir
mais uma vez;
uma vez mais.


A lembrança de seu amor violeta acorda o cronopio de manhã;
nos dias cinzas não se entristece mais,
porém nos dias ensolarados seu sorriso não costuma brotar
mais uma vez, uma vez mais. 







sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

o que esconde...?


"O que esconde o teu silêncio?"
perguntaste uma vez com voz quebrada

e eu respondi, olhando teus olhos pelo fio do telefone:

"Esconde coisas que desconhecemos,
que quiças ainda não entenderemos;

minha alma não parece estar mais aqui 
e sim nos afetos.
mas meus pensamentos estão em lebres e parques,
em palhaços imóveis e células verdes em movimento...

penso em vida:
respiro primavera
vejo flores de maracujá
e ninhos pela janela".

depois tu calaste o verão inteiro
e meu silêncio tornou-se chuva
chuva de verão que refresca, deprime e abafa.

sábado, 7 de dezembro de 2013






hombre en medio del mundo
y hombre a solas


junto al mar fuiste humilde
y escribiste simplemente
 

las olas son las olas.


                    -Mario Benedetti

domingo, 3 de novembro de 2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013


"Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora 
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios 
Rompi com o mundo, queimei meus navios 
Me diz pra onde é que inda posso ir


Se nós, nas travessuras das noites eternas 
Já confundimos tanto as nossas pernas 
Diz com que pernas eu devo seguir"


Chico Buarque

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

aqui existe


Un especulador, 
un oportunista.



Un melancólico con acidia.



Un incoherente,
un austero.



Un enamorado de quien está en la dicha.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

poesía presa

que


nao sai


e doi.



doi no cro no pio.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

#16: Porque

Te amo porque eres autentico, porque me llenas de poesia, porque danzo contigo mientras dormimos, porque te agarro de la mano y mi cuerpo se estremece. Te amo porque tu corazón es grande, te amo por tu generosidad, te amo por enseñarme a hacer té y te amo por presentarme el ajonjolí negro.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

de manhã

Os momentos mais difíceis da tua partida são quando acordo e não estas do meu lado, me entrelaçando com tuas pernas, teu dorso e teus braços. Acordar e não sentir teu bafo, não sentir a coceira q teus longos cabelos fazem no meu nariz quando o enfio no teu cangote. Não poder me encostar em ti, pegar teu sexo e dormir de novo, num sonho prazeroso e pacifico...

terça-feira, 12 de março de 2013

nota numero once

Estas tão presente que tento vagamente imitar teu sotaque, só para camuflar a falta de ti, e como biscoitos de polvilho só pra te fazer ainda mais presente.

Cada foto me enche de ti. Assim como os cronopios, me tocam com a lembrança desses tempos bons, que roubam sorrisos na sala de aula, que enchem de esperanças o coração e que calam aquele alter ego sabotador e chato.
Nous me manques

sábado, 19 de janeiro de 2013

No teu bosque

No teu bosque, 
Toda minha astucia e meu raciocínio
Toda minha audácia e minha lógica
Desvanecem-se frente a ti
 

Frente ao teu cálido olhar
Frente  aos teus finos lábios.


No teu bosque
Me nutro do cheiro de mel q sai do teu cabelo
Me alimento com a paz que sai dos teus beijos
E me calmo com o toque das tuas mãos no meu peito


No teu bosque me perco
Cruzando teu dorso com minha boca
Reconhecendo cada parte de ti
E sentindo que aqui dentro algo aflora


No teu bosque
É onde sinto paz
É onde estou
É onde quero estar.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Entre joaninhas e nostalgias

Quatro luas depois que foste embora, chegaste em forma de joaninha e pousaste na minha mão esquerda, na praça do relógio da faculdade . Uma tarde solada, na qual a saudade q sentia por ti escondeu-se, passageiramente, entre tanto trabalho e estímulos do laboratório: as células cresciam lentamente, como forçadas, os alunos eram ensinados e corrigidos e os relatórios, editais e artigos acumulavam-se na mesa.

Mas voltando a tua visita em forma de joaninha, quando pousaste ficaste estática, como paralisada. Te senti mas não me mexi, pois não queria que fosses embora. Eras uma joaninha galega, com pontinhas marrons e tuas antenas brilhavam pela luz do sol q as iluminava. Ficaste serena, para depois dar um passeio pela minha mão, acima das veias que latejavam nervosamente. Estava extasiado com tua beleza e teu toque, suave, carinhoso e cálido. 


Pausaste a  caminhada e olhaste por todos lados, reconhecendo o lugar, te limpaste as patas e te esticaste, para ficar novamente estática, mas dessa vez olhando para mim, assim como aquela primeira noite. Te olhei e encheste minha face de alegria. Depois levantaste tuas asas e foste  para meu nariz, perto dos óculos. Eu respirei fundo e segurei a coceira, mas depois de não muito tempo levantaste e foste embora, rumo ao nordeste.

O único q esqueceste foi me dar um beijo.

sábado, 22 de setembro de 2012

TV 5 Monde




Il m’informe de ma situation, dans laquelle je ne sais pas se je viens ou je m’en vais.
Non, malheureusement je ne sais pas pourquoi je me sens comme ça.

Je dois dire que je te trouve beaucoup excité
Et que je ne me trouve pas.

Je pense aussi que je ne me trouverai jamais.
Je confesse que tout que est écrit ici c’est vraie
Et rien de tout cela ne doit pas t’occuper.

Bisous, chéri.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Nadie sabe para quien trabaja

[…] E o Alberto, o que sempre pegava as garotas mais lindas na roda de samba, aquele que era a inveja na pista de forró, o que tinha os braços grandes, os lábios carnudos e a cabeça careca; ele mesmo foi que, numa quinta-feira, bêbado, pegou a cadeira da Dolores, sem saber que era dela, e levou-a para casa num ato de rebeldia de adolescência tardia, deixando a coitada sozinha, incômoda e triste.

Dias depois, o artista roubou a cadeira de casa sem aviso prévio, levando-a para o museu, deixando a Dolores sem ilusões, o Alberto sem façanhas e a mim sem lembranças.

O único que ficou foi a marca da Dolores nas patas dianteiras da cadeira, lembrada por todos os que passavam pela rua onde ela dormia. As marcas foram deixadas quando ela conseguia comer qualquer coisa que lhe davam, quando ela era mais ela, com os pés encostados nas patas, a tensão, o medo e o instinto à flor da pele, pois só quando ela comia conseguia estar nesse nosso mundo “real”, cheio de fome, iniquidade e pobreza; o mundo do qual ela sempre quis fugir, mas a vontade de comer, de saciar sua necessidade mais básica, obrigava-a voltar à realidade, a se sentar na cadeira, como sua única conexão com os outros humanos que deambulavam pela cidade.